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Grande BH - Notícia
 
 
Presos sob a custódia da Polícia Civil de Minas serão transferidos para a Secretaria de Defesa Social


 

 

secretário de Estado de Defesa Social, Sérgio Barboza Menezes, e a chefe da Polícia Civil do Estado, Andrea Vacchiano, apresentaram nesta sexta-feira, 24.06, o plano conjunto elaborado pelas duas instituições para transferir os cerca de 4.300 presos - ainda sob a custódia da Polícia Civil - para a Subsecretaria de Administração Prisional (SUAPI) da Seds. Em até nove meses, detentos e alguns dos espaços físicos das 89 cadeias públicas remanescentes serão assumidos pela subsecretaria.

Com a execução desse plano, a PCMG fica liberada para se concentrar em suas atividades finalísticas, como a investigação de crimes, favorecendo a população desses municípios e do entorno. Igualmente, os presos se beneficiam da chegada dos serviços da Seds/Suapi, responsável hoje pela custódia de 59 mil homens e mulheres em Minas Gerais.

A primeira etapa, que  já está sendo deflagrada,  prevê em até 30 dias,desativar 14 unidades da Polícia Civil que mantêm em média, cada uma, 25 detentos ou menos. No mesmo prazo, a Seds/Suapi assumirá os presos e as instalações da unidade do município de Peçanha, no Vale do Rio Doce. Juntas, as 15 cadeias têm atualmente cerca de 300 detentos.

Em até 100 dias, o plano também prevê a transferência para a Seds/Suapi de 36 unidades da Polícia Civil, instaladas em prédios exclusivos para custódia de presos. O cronograma será completado em até nove meses, com a assunção de outras 38 unidades que ficam anexas a Delegacias de Polícia.

“O governo atual está tratando o sistema prisional como questão prioritária. Estamos cumprindo essa demanda histórica de retirar da Polícia Civil a responsabilidade de guarda de presos. Também estamos fazendo planejamentos, mergulhando no sistema prisional, para ampliar sua capacidade e melhorar o seu funcionamento”, destacou o secretário de Defesa Social, Sérgio Barboza.

A chefe da Polícia Civil, Andrea Vacchiano, também celebrou a iniciativa e disse que o ganho para a instituição é “imensurável”.  Segundo ela, não só ganham as 89 cidades onde delegados, escrivães, investigadores e outros profissionais poderão se dedicar exclusivamente a sua atividade fim, mas também todo o Estado, com o reflexo positivo da diminuição do acúmulo de trabalho em cada região.


Agência Minas -

27/06/2016 - 17:10
 
 
   
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