Uma programação voltada aos principais desafios e oportunidades da cafeicultura brasileira. Essa é a expectativa para a Semana Internacional do Café (SIC) 2026, que será realizada de 11 a 13/11, no Expominas, em Belo Horizonte. Promovido há 14 anos pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o evento é realizado em parceria com o Sistema Faemg/Senar, o Sebrae e a Expresso & CO, com apoio institucional do Sistema Ocemg.
Nesta edição, a programação será norteada pelo tema “Às vésperas dos 300 anos do café no Brasil: construindo a próxima agenda global”. A proposta é discutir o futuro da cafeicultura diante das transformações tecnológicas, regulatórias e climáticas que vêm redefinindo o mercado mundial.
Para o secretário de Estado de Agricultura, Thales Fernandes, o momento é oportuno para avaliar os avanços dos cafés brasileiros e mineiros, especialmente na área da sustentabilidade, e discutir os próximos passos para ampliar a competitividade do setor. Um dos desafios será atender às novas exigências ambientais da União Europeia, previstas para entrar em vigor a partir de 2027.
“Os dados do Selo Verde mostram que, dos 150 mil produtores de café de Minas Gerais, 130 mil já estão dentro das exigências do Regulamento da União Europeia sobre Produtos Livres de Desmatamento (EUDR). Mais de 90% dos nossos produtores não desmatam sequer uma árvore desde 2018”, destaca Thales.
Outro tema que promete movimentar os debates é a expansão do cultivo do café conilon em Minas Gerais. Segundo o secretário, regiões como o Norte do Estado e os Vales do Jequitinhonha e Mucuri apresentam potencial para ampliar essa produção.
“Diferentemente do café arábica, o conilon não exige condições tão específicas de clima e altitude para se desenvolver. Ele se adapta a temperaturas mais elevadas e altitudes mais baixas. Para o pequeno produtor, representa uma alternativa de aumento da renda, devido à alta produtividade. Os trabalhos de campo da Epamig mostram que um hectare de café conilon irrigado pode produzir de 120 a 150 sacas, enquanto a produtividade do arábica irrigado fica em torno de 60 sacas. Para quem pretende investir em áreas maiores, o conilon também pode ser uma oportunidade de recuperação de áreas degradadas”, explica Thales Fernandes.
Conexão entre países produtores e indústria
A abertura oficial da SIC 2026 terá como destaque a palestra magna de Vanusia Nogueira, diretora-executiva da Organização Internacional do Café (OIC). Ela vai abordar os novos rumos da cafeicultura mundial, o protagonismo brasileiro e as possibilidades de parceria entre países produtores, indústria e organismos internacionais.
A programação também contará com Rodadas de Negócios e Salas de Cupping, espaços que aproximam produtores, compradores e profissionais do setor, estimulando a troca de experiências e a abertura de novas oportunidades comerciais.
Entre as novidades desta edição está o Summit Mulheres, fórum alinhado ao Ano Internacional da Mulher Agricultora, que vai discutir liderança feminina, sucessão familiar e empreendedorismo. A agenda inclui ainda o fórum DNA Café, o Fórum da Cafeicultura Sustentável, o Campeonato Brasileiro de Barista e premiações já consolidadas no setor, como Coffee of the Year, Florada Premiada, Espresso Design e Torrefação do Ano.
“Além de fortalecer a cafeicultura mineira, a SIC é uma importante vitrine de Minas Gerais para o mundo. É um espaço que valoriza quem produz, conecta mercados e contribui para que o nosso Estado siga ocupando um lugar de destaque no cenário mundial do café”, ressalta o secretário-adjunto de Estado de Agricultura, Pecuária.
“A SIC tem um papel fundamental para a cafeicultura mineira, ao reunir num mesmo ambiente, todos os elos da cadeia produtiva – produtores, exportadores, trades, torradores – facilitando a troca de ideias, a disseminação do conhecimento, de novas tecnologias e a busca por soluções”, disse Julian Carvalho, subsecretário de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural Sustentável.
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